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Guia Histórico

História do Monte Palace Madeira

A evolução do Monte Palace espelha as próprias mudanças económicas da Madeira. O que começou como uma quinta do século XVIII tornou-se um hotel de curta duração da belle époque antes de encontrar a sua identidade duradoura como uma das coleções botânicas mais distintas da Europa. Compreender o passado estratificado da propriedade explica a arquitetura eclética e as paisagens curadas que os visitantes encontram hoje.

9 min de leitura Atualizado 2026-09-01 Verificado
História do Monte Palace Madeira

Resposta rápida

A história do Monte Palace Madeira começa em 1789 como Quinta do Prazer, o retiro de verão de um cônsul inglês acima do Funchal. A propriedade foi reconstruída como Monte Palace Hotel em 1897, operando até 1943, e depois permaneceu abandonada durante quatro décadas. O empresário português José Berardo adquiriu a propriedade em 1987 e abriu-a como Jardim Tropical Monte Palace em 1991, integrando a sua coleção de minerais, azulejos e escultura com exposições botânicas que abrangem cinco continentes.

A terra sob o Monte Palace acolheu três vidas distintas. Em 1789, o cônsul inglês Charles Murray encomendou a Quinta do Prazer como um refúgio na encosta contra o calor do porto do Funchal. A quinta original seguiu o padrão anglo-português da época: residência de pedra modesta, vinhas em socalcos e pomares de fruta subindo a encosta vulcânica. A segunda encarnação da propriedade chegou durante o boom turístico da belle époque da Madeira. Em 1897, a quinta foi demolida e substituída pelo Monte Palace Hotel, uma estrutura neorromântica de cinco andares projetada para albergar europeus abastados que procuravam o clima ameno da ilha. O hotel funcionou durante 46 anos, acolhendo hóspedes britânicos e alemães durante as duas guerras mundiais, antes de fechar em 1943. A perturbação da guerra e os padrões turísticos em mudança deixaram o edifício fechado e em decadência durante as décadas de 1950, 60 e 70. O empresário português José Berardo comprou a propriedade abandonada em 1987 com uma visão singular: transformar o hotel em ruínas numa plataforma para as suas coleções privadas de minerais, azulejos e escultura africana, criando simultaneamente jardins botânicos que representassem a flora global. A Fundação Berardo investiu quatro anos na restauração estrutural, arquitetura paisagista e aquisição de espécimes antes de abrir o Jardim Tropical Monte Palace ao público em junho de 1991. O jardim atual preserva a fachada central e a grande escadaria do hotel, enquanto o interior alberga dois museus: o Museu de Minerais no piso inferior e a coleção de Escultura Africana no piso superior. Os 70.000 metros quadrados circundantes dispõem painéis de azulejos portugueses ao lado de lagos de carpas inspirados no design japonês, cicas sul-africanas junto a bosques de loureiros madeirenses e pagodes chineses com vista para a Baía do Funchal. A história da propriedade permanece visível em fragmentos arquitetónicos — balaustradas originais do hotel, muros divisórios do cônsul, fundações em socalcos da época da quinta — que se entrelaçam por caminhos que descem 60 metros desde o pavilhão superior até ao lago inferior. O local funciona como uma fundação privada em vez de um parque municipal, o que explica tanto a taxa de conservação à entrada como a densidade curatorial. A abordagem de Berardo integrou as suas coleções pessoais na paisagem em vez de as segregar em espaços de galeria tradicionais, pelo que os visitantes circulam entre camélias e cerâmicas da dinastia Ming, jardins de urze e esculturas de pedra do Zimbabué, sem fronteiras claras entre a exibição botânica e cultural. Este modelo estratificado reflete a própria história do Monte Palace Madeira: uma propriedade moldada por sucessivos proprietários que impuseram a sua visão enquanto deixavam vestígios do que veio antes.

“A história da propriedade permanece visível em fragmentos arquitetónicos que se entrelaçam por caminhos que descem 60 metros desde o pavilhão superior até ao lago inferior.”
História

A Evolução Centenária da História do Monte Palace Madeira

A propriedade que agora alberga o Monte Palace começou no final do século XVIII como a Quinta do Prazer, um retiro de verão encomendado pelo cônsul inglês Charles Murray. Construída em 1797, a quinta serviu a elite diplomática e comercial do Funchal como refúgio do calor costeiro, com os seus terrenos em socalcos plantados com louro nativo e ornamentais europeias. Em 1897, a propriedade foi adquirida por Alfredo Guilherme Rodrigues, que transformou a quinta no Hotel Monte Palace, um resort da Belle Époque que atraía a aristocracia europeia que procurava o clima ameno da Madeira. O hotel funcionou até 1943, quando a perturbação da guerra e o declínio do patronato forçaram o seu encerramento. O edifício caiu em degradação, com os seus jardins tomados por espécies invasoras. Em 1987, o empresário José Berardo comprou a propriedade abandonada e iniciou uma restauração de uma década. A Fundação Berardo reabriu o local em 1991 como Jardim Tropical Monte Palace, integrando a arquitetura original da quinta com novos pavilhões concebidos para albergar a coleção de escultura em pedra do Zimbabué e porcelana da era Ming de Berardo. A fundação plantou mais de 100.000 espécies exóticas, incluindo proteas sul-africanas, áceres japoneses e cícadas da Oceânia, organizadas em zonas geográficas que mapeiam as tradições botânicas de cinco continentes. A história do Monte Palace Madeira é ainda enriquecida pela adição de 166 painéis de azulejos recuperados de propriedades portuguesas, instalados ao longo dos caminhos do jardim entre 1998 e 2001. Hoje, os visitantes caminham pelos mesmos terraços que enquadravam a quinta de 1797, agora delimitados por lagos de carpas alimentados por canais de levada que remontam ao passado agrícola da propriedade. A residência original de Murray, visível do lago superior, mantém a sua fachada neoclássica, enquanto a ala do hotel da Belle Époque alberga a coleção de minerais da Fundação Berardo. A cronologia desta propriedade madeirense desenrola-se nas suas camadas de canteiros, onde muros de suporte em pedra do século XVIII sustentam plantações do século XX, preservando dois séculos de ambição hortícola.

1797

Charles Murray encomenda a Quinta do Prazer como uma propriedade de verão acima do Funchal.

1897

Alfredo Guilherme Rodrigues adquire a quinta e abre o Hotel Monte Palace.

1943

O hotel fecha devido ao declínio durante a guerra e a propriedade entra em décadas de abandono.

1987

José Berardo compra a propriedade degradada e inicia uma restauração abrangente.

1991

A Fundação Berardo inaugura o Jardim Tropical Monte Palace, introduzindo coleções escultóricas e botânicas.

1998–2001

166 painéis de azulejos portugueses são instalados ao longo dos caminhos do jardim, documentando o artesanato regional.

Horários

Horário de Funcionamento para Visitar o Local da História do Monte Palace Madeira

O Jardim Tropical Monte Palace está aberto diariamente aos visitantes durante toda a semana, mantendo um horário de funcionamento consistente.

Segunda-feira 09:00–19:00
Terça-feira 09:00–19:00
Quarta-feira 09:00–19:00
Quinta-feira 09:00–19:00
Sexta-feira 09:00–19:00
Sábado 09:00–19:00
Domingo 09:00–19:00
O jardim fecha às 19:00 e os visitantes devem planear a sua chegada em conformidade para garantir tempo suficiente para a exploração.
Como chegar

Rotas de Chegada e Acessibilidade à História do Monte Palace Madeira

O Jardim Tropical Monte Palace está localizado no Caminho das Babosas n4-A, no Funchal. Os visitantes normalmente chegam via Teleférico do Funchal, autocarro ou táxi para alcançar o local de alta altitude.

Teleférico 15 min

Teleférico do Funchal da Zona Velha do Funchal até ao Monte

Autocarro 25 min

Horários do Funchal linhas 20, 21 ou 22 a partir do centro da cidade do Funchal

Táxi 15 min

Direto do centro do Funchal para o Caminho das Babosas

Para evitar o calor do meio-dia e grandes multidões que chegam via teleférico, a melhor janela de chegada é das 09:00 às 11:00.
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Perguntas

Perguntas Frequentes Sobre a História do Monte Palace Madeira

Tudo o que precisa de saber sobre a história do Monte Palace Madeira

Qual é o historial do Monte Palace Madeira?
A história do Monte Palace Madeira começou quando a propriedade foi transformada de um antigo hotel num jardim público pela Fundação Berardo. Alberga uma vasta coleção de plantas exóticas, painéis de azulejos e esculturas que refletem a evolução cultural da região.
Pode falar-me sobre as origens deste destino de passeio de jardim na Madeira?
O local teve origem como Quinta do Monte, um hotel de luxo, antes de se tornar o exuberante santuário botânico conhecido hoje. Compreender este contexto enriquece o seu passeio pela extensa coleção de flora e elementos arquitetónicos.
Existe informação disponível sobre a história do Monte Palace Madeira para os visitantes?
Sim, os visitantes pesquisam frequentemente a história do Monte Palace Madeira para melhor apreciar as diversas zonas do jardim e as peças de arte por todo o recinto. Existem placas informativas perto dos pontos principais para guiar o seu caminho pela propriedade.
O que devo saber antes de explorar o Jardim Tropical Monte Palace?
Ao planear a viagem, tenha em mente que o terreno é inclinado e requer calçado confortável. O jardim apresenta elementos aquáticos intrincados e azulejos históricos que definem o seu carácter único.
Como é que a história do Monte Palace Madeira influencia a atual coleção de plantas?
A disposição do jardim honra o seu passado ao integrar espécimes botânicos históricos com coleções internacionais curadas. Esta fusão de natureza e património é central para a identidade deste marco do Funchal.
É possível visitar o jardim cedo para evitar multidões?
Sim, a melhor janela de chegada é entre as 09:00 e as 11:00 para evitar o calor do meio-dia e as grandes multidões que chegam de teleférico. Chegar cedo proporciona uma experiência mais tranquila enquanto explora os extensos caminhos.
Existem regras específicas para visitar este marco histórico no Funchal?
Os visitantes devem seguir as diretrizes gerais de conservação, uma vez que a área funciona como um espaço verde protegido. Por favor, respeite a sinalização e abstenha-se de tocar nas delicadas instalações artísticas encontradas em toda a propriedade.
A taxa de entrada cobre a experiência completa da propriedade?
A taxa de entrada de 18 EUR é uma taxa de conservação por adulto que apoia a manutenção do recinto e a preservação do seu património cultural. Esta taxa permite o acesso à totalidade do jardim e às exposições do museu.
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