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A história do Monte Palace Madeira começa em 1789 como Quinta do Prazer, o retiro de verão de um cônsul inglês acima do Funchal. A propriedade foi reconstruída como Monte Palace Hotel em 1897, operando até 1943, e depois permaneceu abandonada durante quatro décadas. O empresário português José Berardo adquiriu a propriedade em 1987 e abriu-a como Jardim Tropical Monte Palace em 1991, integrando a sua coleção de minerais, azulejos e escultura com exposições botânicas que abrangem cinco continentes.
A terra sob o Monte Palace acolheu três vidas distintas. Em 1789, o cônsul inglês Charles Murray encomendou a Quinta do Prazer como um refúgio na encosta contra o calor do porto do Funchal. A quinta original seguiu o padrão anglo-português da época: residência de pedra modesta, vinhas em socalcos e pomares de fruta subindo a encosta vulcânica. A segunda encarnação da propriedade chegou durante o boom turístico da belle époque da Madeira. Em 1897, a quinta foi demolida e substituída pelo Monte Palace Hotel, uma estrutura neorromântica de cinco andares projetada para albergar europeus abastados que procuravam o clima ameno da ilha. O hotel funcionou durante 46 anos, acolhendo hóspedes britânicos e alemães durante as duas guerras mundiais, antes de fechar em 1943. A perturbação da guerra e os padrões turísticos em mudança deixaram o edifício fechado e em decadência durante as décadas de 1950, 60 e 70. O empresário português José Berardo comprou a propriedade abandonada em 1987 com uma visão singular: transformar o hotel em ruínas numa plataforma para as suas coleções privadas de minerais, azulejos e escultura africana, criando simultaneamente jardins botânicos que representassem a flora global. A Fundação Berardo investiu quatro anos na restauração estrutural, arquitetura paisagista e aquisição de espécimes antes de abrir o Jardim Tropical Monte Palace ao público em junho de 1991. O jardim atual preserva a fachada central e a grande escadaria do hotel, enquanto o interior alberga dois museus: o Museu de Minerais no piso inferior e a coleção de Escultura Africana no piso superior. Os 70.000 metros quadrados circundantes dispõem painéis de azulejos portugueses ao lado de lagos de carpas inspirados no design japonês, cicas sul-africanas junto a bosques de loureiros madeirenses e pagodes chineses com vista para a Baía do Funchal. A história da propriedade permanece visível em fragmentos arquitetónicos — balaustradas originais do hotel, muros divisórios do cônsul, fundações em socalcos da época da quinta — que se entrelaçam por caminhos que descem 60 metros desde o pavilhão superior até ao lago inferior. O local funciona como uma fundação privada em vez de um parque municipal, o que explica tanto a taxa de conservação à entrada como a densidade curatorial. A abordagem de Berardo integrou as suas coleções pessoais na paisagem em vez de as segregar em espaços de galeria tradicionais, pelo que os visitantes circulam entre camélias e cerâmicas da dinastia Ming, jardins de urze e esculturas de pedra do Zimbabué, sem fronteiras claras entre a exibição botânica e cultural. Este modelo estratificado reflete a própria história do Monte Palace Madeira: uma propriedade moldada por sucessivos proprietários que impuseram a sua visão enquanto deixavam vestígios do que veio antes.
“A história da propriedade permanece visível em fragmentos arquitetónicos que se entrelaçam por caminhos que descem 60 metros desde o pavilhão superior até ao lago inferior.”
A Evolução Centenária da História do Monte Palace Madeira
A propriedade que agora alberga o Monte Palace começou no final do século XVIII como a Quinta do Prazer, um retiro de verão encomendado pelo cônsul inglês Charles Murray. Construída em 1797, a quinta serviu a elite diplomática e comercial do Funchal como refúgio do calor costeiro, com os seus terrenos em socalcos plantados com louro nativo e ornamentais europeias. Em 1897, a propriedade foi adquirida por Alfredo Guilherme Rodrigues, que transformou a quinta no Hotel Monte Palace, um resort da Belle Époque que atraía a aristocracia europeia que procurava o clima ameno da Madeira. O hotel funcionou até 1943, quando a perturbação da guerra e o declínio do patronato forçaram o seu encerramento. O edifício caiu em degradação, com os seus jardins tomados por espécies invasoras. Em 1987, o empresário José Berardo comprou a propriedade abandonada e iniciou uma restauração de uma década. A Fundação Berardo reabriu o local em 1991 como Jardim Tropical Monte Palace, integrando a arquitetura original da quinta com novos pavilhões concebidos para albergar a coleção de escultura em pedra do Zimbabué e porcelana da era Ming de Berardo. A fundação plantou mais de 100.000 espécies exóticas, incluindo proteas sul-africanas, áceres japoneses e cícadas da Oceânia, organizadas em zonas geográficas que mapeiam as tradições botânicas de cinco continentes. A história do Monte Palace Madeira é ainda enriquecida pela adição de 166 painéis de azulejos recuperados de propriedades portuguesas, instalados ao longo dos caminhos do jardim entre 1998 e 2001. Hoje, os visitantes caminham pelos mesmos terraços que enquadravam a quinta de 1797, agora delimitados por lagos de carpas alimentados por canais de levada que remontam ao passado agrícola da propriedade. A residência original de Murray, visível do lago superior, mantém a sua fachada neoclássica, enquanto a ala do hotel da Belle Époque alberga a coleção de minerais da Fundação Berardo. A cronologia desta propriedade madeirense desenrola-se nas suas camadas de canteiros, onde muros de suporte em pedra do século XVIII sustentam plantações do século XX, preservando dois séculos de ambição hortícola.
Charles Murray encomenda a Quinta do Prazer como uma propriedade de verão acima do Funchal.
Alfredo Guilherme Rodrigues adquire a quinta e abre o Hotel Monte Palace.
O hotel fecha devido ao declínio durante a guerra e a propriedade entra em décadas de abandono.
José Berardo compra a propriedade degradada e inicia uma restauração abrangente.
A Fundação Berardo inaugura o Jardim Tropical Monte Palace, introduzindo coleções escultóricas e botânicas.
166 painéis de azulejos portugueses são instalados ao longo dos caminhos do jardim, documentando o artesanato regional.
Horário de Funcionamento para Visitar o Local da História do Monte Palace Madeira
O Jardim Tropical Monte Palace está aberto diariamente aos visitantes durante toda a semana, mantendo um horário de funcionamento consistente.
| Segunda-feira | 09:00–19:00 | |
|---|---|---|
| Terça-feira | 09:00–19:00 | |
| Quarta-feira | 09:00–19:00 | |
| Quinta-feira | 09:00–19:00 | |
| Sexta-feira | 09:00–19:00 | |
| Sábado | 09:00–19:00 | |
| Domingo | 09:00–19:00 |
Rotas de Chegada e Acessibilidade à História do Monte Palace Madeira
O Jardim Tropical Monte Palace está localizado no Caminho das Babosas n4-A, no Funchal. Os visitantes normalmente chegam via Teleférico do Funchal, autocarro ou táxi para alcançar o local de alta altitude.
Teleférico do Funchal da Zona Velha do Funchal até ao Monte
Horários do Funchal linhas 20, 21 ou 22 a partir do centro da cidade do Funchal
Direto do centro do Funchal para o Caminho das Babosas
Verificar disponibilidade
Perguntas Frequentes Sobre a História do Monte Palace Madeira
Tudo o que precisa de saber sobre a história do Monte Palace Madeira